quinta-feira, 29 de março de 2012

A NUDEZ ABOMINÁVEL A DEUS.

A bíblia relata algumas circunstâncias envolvendo homens de Deus que, por falta de vigilância, acabaram sendo surpreendidos pela presença do Senhor, estando nus, e grandes foram os detrimentos em razão dessa negligência, pois acabaram submersos em situações complicadas e desconfortáveis. Mas que espécie de nudez é essa mencionada na palavra, que também é abominação aos olhos do Senhor Deus? Seria porventura o desprovimento das vestes usadas para cobrir o corpo físico? Vamos meditar na palavra da verdade.

No capítulo 2 do livro de Gênesis, a palavra de Deus narra que o Senhor Deus formou do pó da terra o homem, e deu-lhe também uma companheira. E ambos andavam nus, e não se envergonhavam. Mas sendo seduzidos e traídos pela serpente, que é o diabo, foram-lhes abertos os olhos, e conheceram que estavam nus, e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.

E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia, e escondeu-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus entre as árvores do jardim. E chamou o Senhor Deus a Adão e disse: Onde estás?

E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me. E Deus disse: Quem te mostrou que estava nu? Comeste tu, da árvore de que te ordenei que não comesses?

A palavra descrever que Adão e Eva antes de caírem no pecado, ainda na fase da inocência, viviam nus e não se envergonhavam. Aliás, nem davam conta desse estado, porque eram puros e não havia malícia entre eles. Porem, ao caírem no pecado, foram lhe aberto os olhos, então conheceram que estavam nus, porque o pecado havia entrado no homem pela sua desobediência, e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais para cobrir a vergonha.

Então o Senhor Deus os chamou, e eles temeram e esconderam-se de Deus, por sentirem-se desonrados. Mas a palavra cita que ambos coseram folhas de figueira e fizeram para si, aventais, antes de irem ter com Deus. Porem, aqui vem à revelação da palavra, que ambos estavam nus, não das vestes materiais, porque haviam feito aventais, mas estavam nus dá graça de Deus, haviam sido despidos da couraça de Deus, porque foram desobedientes as ordenanças do Senhor e caíram na maldição do pecado. 

As conseqüências dessa rebeldia fora a mais terrível e catastrófica para toda história da humanidade. Deus amaldiçoou a terra porque o pecado havia entrado no homem.

A palavra declara (Gênesis 3.21) que fez o Senhor Deus para Adão e a sua mulher, túnicas de peles de animais e os vestiu. O Senhor já apontava que sem derramamento de sangue não haveria reconciliação para o homem, desde então morto no pecado, sendo necessário oferecer o seu próprio Filho em forma de homem, e, pela aspersão do seu sangue inocente, pagou a dívida que o homem havia contraído com Deus, e lhe proporcionou uma nova oportunidade para se redimir pelo arrependimento dos pecados, para todo aquele que n’Ele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna.

Outro episódio notável que evidencia o desconforto do homem quando surpreendido nu pelo Senhor, sobreveio no tempo em que o Senhor Jesus, logo após ter dado mandamentos, pelo Espírito Santo aos apóstolos que escolhera; se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias e falando as coisas do Reino de Deus. E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes (Atos 1.2 a 4). 

Jesus lhes recomendava que aguardassem pela manifestação da promessa do seu Espírito Santo, que brevemente iria descer sobre eles, para ungi-los para a obra do ministério, para que dessem continuidade na pregação do seu Evangelho. 

Porem, antes de receberem a promessa do Espírito Santo, Pedro, acompanhado de outros discípulos foram ao mar de Tiberíades para pescar, retornando com as suas redes na sua antiga profissão, esquecendo da promessa do Senhor Jesus que os prometeu torná-los pescadores de alma.

Haviam lançado redes à noite toda sem nada apanhar, então veio o grande constrangimento, o Senhor Jesus aproximou-se e não O conheceram, surpreendeu-os na desobediência. 

O livro de João 21.7, relata, que aquele discípulo a quem Jesus amava, disse a Pedro: É o Senhor. E, quando Simão Pedro deu-se a conhecer Jesus, cingiu-se com uma túnica (porque estava nu) e lançou-se ao mar. 

Pedro estava nu, não das vestes, pois cingiu-se com uma túnica, mas estava despido da graça do Senhor, pela sua desobediência, ficou envergonhado e lançou-se ao mar para se esconder do Senhor.

Estavam todos cansados e famintos, não haviam apanhado peixes nem para o próprio sustento, mas o Senhor Jesus Cristo, na sua infinita misericórdia, os alimentou, e os confortou naquele momento de dificuldade que se encontravam. Porem disse a Pedro:

Simão, filho de Jonas amas-me mais do que estes? E ele responde: Sim, Senhor tu sabes que te amo. Disse-lhe apascenta as minhas ovelhas. 

Tornou a dizer-lhe pela segunda vez: Simão, filho de Jonas amas-me mais do que estes? E ele responde: Sim, Senhor tu sabes que te amo. Disse-lhe apascenta as minhas ovelhas.

Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas amas-me mais do que estes? Simão entristeceu-se por ter dito a terceira vez. E o Senhor tornou a perguntar: Ama-me?

E disse-lhe: Senhor tu sabes tudo, tu sabes que te amo. Jesus disse-lhe: Então apascenta as minhas ovelhas.

Apascentar as ovelhas, essa foi a ordenança, por isso o Senhor Jesus Cristo repreendeu a Pedro com rigor, porque havia dito a eles que os tornaria pescadores de almas, e não mais de peixes, e quando retornaram à prática daquilo que não era da vontade do Senhor, foram surpreendidos, e Pedro lançou-se ao mar tentando ocultar-se do Mestre porque estava embaraçado. 

E quando Jesus perguntou a terceira vez a Pedro: Ama-me? A palavra revela que ele entristeceu-se amargamente, naquele momento veio o arrependimento, houve a verdadeira conversão, e Pedro sentiu a responsabilidade do seu ministério para a fazer a vontade do Senhor, e à apascentar as ovelhas de Cristo. 

A palavra no Evangelho de Marcos 14:51,52, relata que por ocasião da prisão de Jesus, um jovem seguia no meio da multidão, envolto em um lençol sobre o corpo nu, e lançaram-lhe as mãos, mas ele, largando o lençol, fugiu nu.

Observem, aquele jovem, estava nu, mas não das vestes para cobrir o corpo, mas nu da graça de Jesus, porque quem tem Jesus ao seu lado não foge. Assim também hoje, há muitos seguidores de Jesus, mas estão nus, da sua graça porque não guardam os seus mandamentos. E certamente, no grande e terrível dia do Senhor lançarão mãos dos que estiverem nus, então, como aquele jovem, abandonarão o resto das veste e fugirão nu, da presença de Cristo.

COMO O CRENTE DEVE CINGIR-SE

Portanto, é indispensável vigiar e orar em todo tempo para não sermos surpreendidos nus espiritualmente, diante da presença do Espírito Santo de Deus, para não cairmos dessa maravilhosa Graça. Que estejamos sempre com o lombo cingido com a verdade; vestido com a couraça da justiça, calçado os pés na preparação do evangelho da paz, tomando sobretudo o escudo da fé, o capacete da salvação, a espada do Espírito que é a palavra de Deus, e orar sem cessar.

No livro de revelação de Apocalipse 3.18 Jesus disse: Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças, e vestes brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas.

Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia, e guarda os seus vestidos, para que não ande nu e não se vejam as suas vergonhas (Apocalipse 16.15).

E no livro de Isaias 61.10, vem a sustentação, que necessitamos estar cingidos da unção que vem do alto: Regozijar-me-ei muito no Senhor, a minha alma se alegra no meu Deus, porque me vestiu de vestes de salvação, me cobriu com o manto de justiça, como um noivo que se adorna com atavios e como noiva que se enfeita com as suas jóias.