segunda-feira, 4 de junho de 2012

Como andar no Espírito?



Como andar no Espírito?
SÉRIE: VIDA AUTÊNTICA      
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INTRODUÇÃO
Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis a concupiscência da carne. Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que porventura, seja do vosso querer. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais sob a lei. Mas o futuro do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas cousas não há lei (Gl 5.16-18,22,23).
Pai bondoso, quero neste momento, ao refletir em tua Palavra, sentir-me desafiado e encorajado por ti, e consciente de que o Senhor mesmo quer fazer a tua obra na minha vida. Por favor, me abençoa com a tua Palavra. Em nome de Jesus, amém.
Tomando pé
Nos dois últimos estudos, estivemos aprendendo sobre pecado e neste, ainda continuaremos estudando um pouco mais sobre ele.
Nesta série vimos: primeiro, depois que aceitamos a Cristo, entendendo que Ele morreu pagando os pecados de todos na cruz, e confiamos nisso para sermos aceitos diante de Deus e não pelas nossas obras, passamos a fazer parte da família de Deus.
Quando pecamos (é fato que continuamos a pecar mesmo depois de aceitarmos a Cristo), entristecemos a Deus e a nós mesmos, a solução para isso, conforme já vimos, é chegarmos a nosso Deus reconhecendo nossa falta e recebermos o perdão dEle, restaurando nosso relacionamento com Ele.
No estudo passado, aprendemos sobre o que fazer diante do pecado que se apresenta à nossa frente, com a proposta de nos desviar do caminho dEle. Descobrimos que Deus nos disponibiliza todos os elementos necessários para vencermos as tentações, que aparecem para nós como grandes idéias, não passando de tremendos enganos e nos afastando do nosso Deus.
Nossa experiência de vida
Volte ao texto que usamos no início:
Andai no Espírito, e jamais vocês satisfarão as concupiscências da carne (Gl 5.16).
Em outras palavras, é possível viver uma vida sem pecado, que, por ser marcada pelo fruto do Espírito, conforme Gl 5.22, é uma vida que vale a pena! Observe: amor, alegria, paz, paciência, bondade, e por aí a fora Paulo continua sua lista.
Pelo que percebemos dos versos 22 a 24, do capítulo 5, de Gálatas, a vida proposta por Deus é de plena qualidade, e não, movida por amargura, indignação ou ultra-sensibilidade, a ponto de toda hora você se encontrar irritado com alguém que você acha que lhe fez alguma coisa.
É possível, na vida de acordo com o plano de Deus, por causa do que Ele estará fazendo em nosso coração, termos uma vida diferente, que realmente valha a pena.
Existem muitas peculiaridades na vida de cada ser humano, próprias à nós antes de nos convertermos, por exemplo, acompanhe algumas citadas por Paulo:
Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o Reino de Deus. Tais fostes alguns de vós (1 Co 6.9-11).
Conhecendo um pouco da vida de vários dos que congregam em minha igreja, posso dizer, sem medo de errar que esta lista cabe perfeitamente nessa comunidade.
Alguns ali, vêm da prática do roubo, da homossexualidade, outros eram avarentos, ainda haviam aqueles que eram fofoqueiros e maldizentes, além dos ladrões e outros promíscuos. Temos uma história passada com pecados e especialidades de pecados diferentes.
De vez em quando, tenho o privilégio de levar pessoas a Cristo, aparentemente, sem erro na vida, mas com certeza têm, e ganham consciência disso.
Eu e você podemos ter histórias passadas diferentes uma da outra, mas há pelo menos uma coisa em comum entre todos nós, seres humanos, antes de aceitarmos a Cristo (e não se trata de fumarmos Free): todos nós vivemos pela nossa própria força, antes de termos a Cristo. O que quer que realizássemos, mesmo com a aparência boa ou ruim, era sempre produzido por nós mesmos.
Agora, que chegamos a Deus, como deve ser a nossa vida?
Imagine a seguinte situação:
Você resolve trocar de carro. Vai a pé até a concessionária, escolhe seu veículo, entra nele, contente da vida, até acha que nunca tirará o plástico dos bancos, para que eles sempre pareçam novos. E então, pergunta: Como é que levo esse carro para casa? Será que nessa hora, você sai do carro e começa a fazer uma experiência, empurrando-o de costas, ou empurrando-o de frente apoiado no espelho e no batente? Definitivamente, NÃO! Exceto se você comprou um carro 1.0, tal carro tem um motor, que é responsável em levar o carro para frente. Além disso, também tem o combustível, o motor de arranque, que ao ser acionado, impulsiona outro motor e faz o carro rodar. O carro tem elementos suficientes para ANDAR!
Algumas vezes, as pessoas que saem da vida passada de pecado, chegam a Cristo, achando que precisam aprender a “empurrar seu carro de costas” ou “de frente”, na expectativa de aparecer uma “ladeirinha” para aliviar seu esforço em manter a vida cristã.
O plano de Deus não é marcado por uma vida de esforço pessoal, mas sim, marcada pelo “esforço” de Deus.
O ERRO COMUM DOS FILHOS DE DEUS
Uma experiência genuína
O povo da Galácia, para quem Paulo escreveu a carta que nos referimos acima (Gálatas), passou por uma experiência, no mínimo,  constrangedora, em que o Apóstolo precisou repreendê-los:
Ó gálatas insensatos! Quem vos fascinou a vós outros...? (Gl 3.1)
A expressão grifada, usada por Paulo acima, pode ser traduzida como: quem enfeitiçou vocês...? ou o que aconteceu com vocês...?
Nos três primeiros versos do capítulo três de Gálatas descobrimos o tipo de experiência desse povo da Galácia com Jesus, observe a continuação do primeiro verso:
Quem vos fascinou a vós outros, ante cujos olhos foi Jesus Cristo exposto como crucificado? (Gl 3.1)
Jesus Cristo foi pregado àquele povo e sua obra foi entendida por eles. O verbo foi exposto, em algumas versões aparece a tradução: ele foi representado, e a palavra grega sugere que Jesus foi “pintado”, ou esclarecido ao máximo para o povo, que entendeu plenamente a obra e a salvação de Jesus. Eles ouviram o Evangelho de modo exaustivo, amplo e profundo.
A repreensão de Paulo continua:
Sois assim insensatos que, tendo começado no Espírito, estejais agora vos aperfeiçoando na carne? (Gl 3.3)
Eles receberam o Espírito de Deus, pois eles creram no Evangelho. Volte ao texto:
Quero apenas saber isso de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei, ou pela pregação da fé? (Gl 3.2)
Paulo ironiza pois sabia que eles creram em Jesus, de acordo com a mensagem que ouviram.
A pregação foi clara, profunda e ampla. Além disso, foi crida e recebida por aquele povo, que, também, recebeu o Espírito Santo como garantia, ou selo de Deus, mas, se viram fascinados por algo, e se desviaram. Foram seduzidos por uma proposta alternativa à de Deus, depois que chegaram à Jesus.
Um atalho para a bênção
Os “judaizantes” começaram a atrair a atenção daquele povo. Estes homens ensinavam:
- Não basta crer! Além disso é preciso cumprir a lei.
A idéia fascinante para eles era a possibilidade de se aperfeiçoarem a si mesmos. Deixando de perceber um elemento fundamental, que vemos em outro ponto das Escrituras:
Portanto os que estão na carne, não podem agradar a Deus (Rm 8.8).
Esta é a visão que nosso Deus tem sobre o que podemos produzir, fazer para agradamos a Ele, ou ser o que Ele quer que sejamos por nós mesmos, com nossos próprios recursos.
Se vivermos apoiados em nosso próprio esforço, ou em nossos próprios recursos, poderemos até produzir coisas interessantes, agradáveis e socialmente boas, mas sem valor algum para Deus. Aquilo que produzimos por nós mesmos, ainda que o resultado pareça igual ao que Deus quer, não vale nada!  Deus quer mais do que o que podemos produzir.
É fácil perceber isso:
Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que porventura  seja do vosso querer (Gl 5.17).
Deus sabe que pela nossa natureza pecaminosa, desejamos o que é pecaminoso. Uma vez salvos, salvos para sempre, porém ainda conservamos essa natureza pecaminosa.
Vamos imaginar que você eleja, como animal de estimação, um porquinho. Usa de todo cuidado com aquele bichinho, limpando-o, pintando  suas unhas, pondo  laço e tudo que tiver direito. Quando você vai à igreja, deixa-o no estacionamento. Se você o deixar solto, o  encontrará completamente sujo na volta, pois a natureza dele, quer você queira ou não, gosta de lugares sujos, com lama. Do mesmo modo acontece com a sua carne.
Podemos colocar uma Bíblia debaixo do braço, deixar o cabelo crescer, não depilar mais as pernas e muitas outras coisas, mas continuaremos com nossa natureza pecaminosa. Você tem alguma dúvida  sobre isso?  Sua mente, em nenhum momento, foi assaltada por um pensamento pecaminoso hoje? Se esse é  seu caso, morro de “inveja” de você! Todos os seres humanos têm essa natureza! Por causa dela, por mais que nos esforcemos, nunca agradaremos a Deus por  nós mesmos.
Existe um plano e uma provisão divinos para vivermos a vida sem sermos levados pelo nosso coração pecaminoso, que deseja somente o que agrada a carne.
Veja como o Senhor Jesus encara a nossa natureza:
Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura; ora todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem (Mc 7.21-23).
Jesus está indicando que nosso problema vem do nosso coração. Ele não tem ilusão sobre nós, pois nos conhece e sabe como é o nosso coração. Se damos asas para ele colheremos aquilo que Paulo bem descreveu:
Ora, as obras da carne são conhecidas, e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e cousas semelhantes a estas a respeito das quais eu vos declaro, não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam (Gl 5.19-21).
Ele começa essa lista com três formas de pecados na área de sexualidade, depois entra em pecados no campo da religiosidade, quando fala em idolatria e feitiçaria. A seguir fala sobre pecados na área social: inimizades, porfias, ciúmes, ira, discórdia, dissensõe, facções e invejas. Por último os pecados no campo da alimentação: bebedice e glutonaria.
Em outras palavras, Paulo nos alerta para o fato de que se dermos vazão à nossa carne ela se encarrega de tudo. Ela não se satisfaz facilmente.
Talvez você, que lê esta mensagem, tem problemas com amargura. Aparentemente outra pessoa fez alguma coisa contra você, ou contra alguém que você  gosta, e seu coração parece se remoer a cada vez que ouve o nome daquela pessoa. Por fim, você já “enterra” aquela pessoa sem que ela lhe tenha feito nada, objetivamente.
Há uma maneira melhor para vivermos do que dar margem à um coração pecaminoso!
A carne luta contra o Espírito, conforme Paulo. Nos encontramos no meio do dilema: o que a lei de Deus nos diz é bom, como vemos em Romanos:
Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela   carne, isso fez Deus enviando seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito condenou Deus na carne e no pecado (Rm 8.3).
Vemos que a lei nos dá a melhor orientação sobre como viver, porém nossa natureza não consegue praticar. É impossível para ela! O que fazer sobre isso?
É possível passar um verniz em você para lhe dar uma aparência melhor. Talvez, socialmente você até engane, mas diante de Deus, não há nenhum valor nisso.
Você se pergunta: Como vencer a tendência homicida do meu coração? Ou, de um coração odioso? Ou, um coração promíscuo? Ou,  irado? Ou, ciumento?
O PLANO DE DEUS – ANDAR NO ESPÍRITO
Aprendendo a andar
Volte ao texto de Gálatas e acompanhe:
Andai no Espírito e jamais satisfareis a concupiscência da carne (Gl 5.16).
De acordo com o que lemos, é impossível satisfazer a minha carnalidade quando ando no Espírito, portanto, a vida cristã verdadeira é vivida a medida em que andamos no Espírito. Mas, o que significa: andar no Espírito?
Uma das coisas mais difíceis que há é tentar definir coisa simples. O que é andar? Posso tentar uma definição: ações marcadas por desequilíbrio e equilíbrio que deslocam um determinado corpo numa mesma direção. Andar sempre envolve o desequilibrar e o equilibrar.
Talvez você não se lembre qual a sua experiência quando começou a andar, mas certamente se você já teve filhos, lembra quando eles começaram a andar.
Lembro-me quando faltavam três dias para meu filho completar onze meses. Ele viajaria no dia seguinte que completaria os onze meses. Eu sabia que ele estava prestes a andar e, como ele ficaria quinze dias fora, imaginei que perderia aquele momento. Então, “decidi” que ele andaria “antes da hora”! Naqueles dias, ele só engatinhava. Quando encostava em algum lugar onde poderia ter apoio, ele se firmava e ficava de pé. As vezes quando chegávamos com o dedo bem perto dele, ele o pegava, mas se o soltávamos e lhe apontávamos o caminho, ele não saía do lugar. Comecei a segurá-lo por trás, em sua camiseta e o conduzia. Ele, sabendo que estava seguro, arriscava seus passinhos. Gradativamente fui soltando a camiseta, aliviando a pressão, e ele foi confiando mais em seu equilíbrio e em sua capacidade.
Temos um histórico em que nos baseamos somente em nós mesmos. É “seguro” ficarmos apoiados nos braços e nos pés, com nossa própria força, mas Deus nos desafia:
- Pare de engatinhar no chão, pois tenho uma vida melhor para você. Ande no Espírito! Não com sua força ou com sua habilidade, mas passo a passo, ande dependendo de mim. Não confie no que você é capaz de fazer, ou nos seus recursos humanos.
Dependência exclusiva
Andar no Espírito não envolve apenas saber o que Deus quer que você faça, mas conhecer a Deus fazendo o que Ele quiser em você.
O plano de salvação que Ele nos ofereceu, providenciou um “motor” e “combustível” suficientes para fazermos o que Ele quer que façamos. Quando eu opero por mim mesmo, faço obras da carne. Porém quando ando na dependência de Deus, Ele produz em nós o que Paulo registrou em Gálatas 5.22:
Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.
Essa é a grande diferença entre o que nós próprios produzimos e a vida cristã verdadeira. Na vida natural, nós mesmos produzimos, mas na vida de dependência de Deus, as atitudes mencionadas no verso que lemos, frutificam em nosso ser.
Só oferecemos as condições adequadas para Deus trabalhar em e através de nós, quando estamos em comunhão com Ele, o buscando, em dependência dele, assim, Ele fará com que as atitudes do fruto do Espírito se reflitam em nossa vida.
As vezes temos consciência de que precisamos falar de Jesus para pessoas próximas de nós, mas não temos disposição, nem energia. Quando nos achegamos a Deus e clamamos:
- Senhor, não sei como chegar naquela pessoa, te peço que ajas através de mim. Manifesta-te na minha vida, agindo com poder para que eu seja uma testemunha!
Ou, em outra circunstância:
- Senhor, tu me conheces! Sabes como meu coração está pesado e marcado de ressentimento e amargura. Se depender de mim, isso continua assim... Por favor age. Toca no meu querer, no meu realizar e produz em mim uma vida diferente.
Ele agirá!
Experimente chegar-se a Deus assim:
- Senhor, tu sabes as minhas tentações na área da sexualidade. Por mim eu não consigo!
Como resposta, você ouvirá:
- Venha até mim. Eu tenho poder para você viver conforme o que me agrada. Viver vitoriosamente.
OS RESULTADOS DE ANDAR NO ESPÍRITO
Perspectiva negativa
Se você andar no Espírito, jamais satisfará a concupiscência da carne!
Se você andar por você mesmo, por mais religioso que seja, por mais que você tenha sido batizado, você continuará fazendo as mesmas coisas. Porém quando estamos em comunhão com Deus, e Ele está agindo através de nós e em nós, o resultado é vitória!
A diferença entre carne e espírito
As diferenças entre Gálatas 5.19 e 5.22 são notórias. São as diferenças entre o que nós produzimos e o que Deus produz. Note que a expressão as obras da carne está no plural, e o que Deus produz, é chamado de o fruto. Ele é sadio e se apresenta na medida que temos comunhão com Ele, pois Ele mesmo reproduzirá em nós tal fruto. Nós seremos apenas como galhos, e Ele nos estará abastecendo e habilitando-nos para produzirmos aquele fruto.
Além disso, podemos perceber outras diferenças entre a qualidade do fruto e das obras. Ao lermos o verso 22, o resultado que encontramos é : amor, alegria, paz, etc., etc., poderíamos parar nestas três idéias apenas, e pensar: na última semana, o que tirou a alegria da nossa vida? Normalmente as coisas que nos tiram do sério são tão pequenas!
O que nos deixou com o coração rancoroso, tirando o amor de nós? Algumas vezes, foram coisas tão pequenas! Elas realmente nos tiram do caminho, porque são obras da minha carne, ou seja, tudo que podemos produzir por nós mesmos. Quando Deus age, transforma-nos e faz com que, apesar das circunstâncias à nossa volta, nossa vida seja marcada pelo amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade e domínio próprio.
Você ainda quer perguntar: Como podemos produzir isso? Convença-se você não pode produzir estas coisas! Só o Espírito de Deus o pode.
Como podemos, então, desfrutar deste Espírito operando em nós de modo que isto se reflita em todo nosso viver? Quero desafiá-lo a abraçar três importantes decisões em sua vida, para que você veja o Espírito do Senhor fazer um milagre a cada dia em sua vida! Não me refiro a um milagre de cura de alguma enfermidade que você tenha. As vezes, imaginamos isso como a única coisa que Deus pode fazer por nós: nos dar integridade física. Quase todos nós, seres humanos, morreremos por alguma enfermidade. Outros não. Talvez sejam atropelados ou sofram um acidente de moto. Mas se a vida seguir seu curso normal, morreremos com alguma enfermidade.
Porém, é possível vivermos a vida, aqui no mundo, de forma vitoriosa, ainda que não desfrutemos da cura física. Se Deus quiser Ele poderá curá-lo fisicamente também, mas é mais interessante provar a cada dia o poder dEle para todas as coisas. Sabe como? Trate cada situação na sua vida, que você já percebeu ser impossível de resolver por suas próprias forças, com Deus.
Por exemplo, talvez você tenha dificuldade com o uso de sua língua. Já percebeu que facilmente faz comentários negativos sobre outras pessoas. Quero desafiá-lo a chegar diante de Deus e desabafar:
- Senhor, tu sabes que meu problema é tão grave que se me deixares por minha conta, não conseguirei resolver! Por favor, se manifesta com poder, começando a operar em minha vida nesta área!
Ou, pode ser que você tenha problemas sérios com a amargura. Busque a Deus!
Andar no Espírito significa dar um passo de cada vez. As vezes, gostaríamos de chegar diante de Deus falando:
- Senhor, tenho um problema e agora o problema é seu!
Isso não se aplica! Precisamos andar passo a passo, em constante dependência dEle, e esse é o segredo da vitória!
CONCLUSÃO: ANDAR CHEIO DO ESPÍRITO SANTO
Não apague o Espírito
Em primeiro lugar, abrace a idéia de que, Aquele que lhe habilitará, precisa ser valorizado. Leve em conta sempre a exortação de Paulo:
Não apagueis o Espírito (1 Ts 5.19).
É possível apagarmos o Espírito de Deus!
Talvez você seja como eu, ainda da geração do quadro-negro, em que o professor escrevia nele e quando o apagava, restavam vestígios do que havia sido escrito. Depois de muitas vezes apagados, não se conseguia ler mais nada naqueles quadros.
É possível apagarmos ou extinguirmos o que Deus nos fala quando somos indiferentes à sua voz.
A maior parte das pessoas que têm dificuldades em saber o que Deus quer para suas vidas é por que só querem ouvir o que Deus tem a dizer em momentos de crise. Mas, se elas buscarem constantemente a Deus e seu plano para o dia a dia, suas idéias se tornarão mais claras.
Na medida que Deus nos orienta e nos tornamos indiferentes, fatalmente começaremos a olhar para Deus e para a sua Palavra como aquele velho quadro-negro muito apagado, no qual não conseguimos ler mais nada.
Você pode até espernear:
- Ah! Eu quero muito ouvir a voz de Deus... – Nas horas de crise.
Então, porque não prestou atenção ao que Ele falava antes!
Se parece que Deus parou de falar hoje, é porque você parou de ouvi-lo ontem! Não apague o Espírito, mas esteja atento a tudo que Ele fala.
Não entristeçais o Espírito
Em segundo lugar, sabemos que nosso pecado entristece a Deus. As Escrituras nos dizem claramente:
 Não entristeçais o Espírito (Ef 4.30).
Na medida que entristecemos a Deus com nosso pecado, nosso relacionamento com Ele fica rompido. Deus fica “chateado” conosco. É necessário chegarmos diante de Deus e expormos:
- Preciso te confessar, não estou querendo admitir, posso me cercar de muitas razões para ganhar a discussão, mas Senhor, estou errado! A maneira como conduzi a conversa com minha esposa foi inadequada. Lancei mão de argumentos, palavras e volume de voz errados. Quero te confessar tudo!
Devemos tratar nossos pecados como PECADOS e reconhecê-los diante do nosso Deus em todos os campos. Ao passo que confessamos nossos pecados, o Espírito de Deus nos consola:
- Muito bem! Agora pode esquecê-los!
A partir dali é como se nosso relacionamento com Ele e com as pessoas fosse novo.
Andai no Espírito
Por último, se você quiser provar desse Deus bondoso agindo com poder em sua vida, dia a dia, momento a momento, passo a passo, fale:
- Senhor, se depender de mim não vai dar... Se eu fizer o que eu quero não será bom. Por favor, age em mim! Transforma meu coração odioso, promíscuo e minha língua tagarela...
Sabe o que acontecerá? Ele agirá!
A verdadeira vida cristã não é o resultado do que podemos produzir para Deus, mas o resultado do que estivermos dispostos a lhe entregar, para que Ele opere e produza em nós. Modificando-nos de pessoas ansiosas em pessoas confiantes. Transformando-nos de consumistas em investidores no reino, ou de gananciosos em pessoas generosas, ou de promíscuos em pessoas puras, ou racorosos em amorosos. Só Ele transforma um fraco em forte, um insensível em um simpático, que sente com os outros.
Isso não é possível com os recursos que temos! Mas apenas com os recursos de Deus. Para isso, precisamos dar passo a passo na dependência do Senhor.
Atrás de um passo que não damos na dependência do Espírito de Deus tem sempre o abismo da nossa carne, pronto a nos engolir.
Quantas vezes provamos de momentos preciosos com Deus, em que sentimos o cheiro da carne “queimando” no altar do Senhor, contentes e alegres, em louvor a Ele. De repente, nosso coração se encontra marcado de ódio, ou de imoralidade, ou de ganância. Andai no Espírito!
O segredo não está em nossa disciplina pessoal, ou em nosso esforço, ou no tamanho da Bíblia que compramos, mas está em, passo a passo, dependermos de Deus.
Talvez de vez em quando tenhamos que parar o carro e orar:
- Senhor, preciso interromper essa seqüência de pensamentos pecaminosos que estão vindo a minha mente. Livra-me! Eu não sei como e nem consigo sozinho. Livra-me!
E Ele fará.
Talvez você agora mesmo esteja com uma intenção ruim em andamento em sua mente, precisa parar e confessar:
- Senhor não consigo parar essa intenção. Por favor me ajuda, ou eu não conseguirei e acabarei por destruir a mim mesmo ou a outro. Livra-me!
Deus responde:
- Ande no Espírito, dependendo de mim passo a passo e você não pecará!
Nós pecamos não apenas quando cometemos o erro, nosso erro começa bem antes, quando perdemos a comunhão e a dependência do Senhor. Nesta seqüência: pensamento – pecado, nossa carne produzirá o que ela quiser, pois isso é o natural. O segredo para não chegarmos ao pecado está antes:
Andai no Espírito!
Na época de final de ano, geralmente eu me pergunto:
- Destes 365 dias que o meu corpo esteve vivo e ativo, quantos foram vividos na dependência da graça de Deus?
Podemos correr atrás e ouvir o que Deus fala, mas sempre encontraremos uma realidade: somos incapazes de cumprir o que Deus manda! Ele mesmo nos concede seu Espírito, sua graça, a ponto de nos confrontar assim:
- Você acha que é impossível amar sua esposa? É porque você não me viu agir ainda! Deixe-me agir...
Ou, talvez no seu caso Deus lhe cerque:
- Você acha impossível amar o seu marido? Eu já sabia! Porém você não me deu chance de agir... Experimente que eu aja em você!
Nós cristãos, somos chamados para ser um povo do milagre constante do Espírito de Deus sendo vitorioso em nossa vida, reproduzindo em nós, apesar da nossa carnalidade, o seu fruto e o caráter de Deus.
Andai no Espírito! Só na dependência dEle conseguiremos essa proeza.
Ore agora mesmo onde você estiver:
Bondoso Deus, como é fácil esquecermos que o Senhor nos provisionou com o “propulsor” e todo o “combustível” necessário para andarmos como o Senhor tem planejado. E por nos esquecermos, vivemos tentando levar a vida cristã com a força do nosso braço. Que tolice! Que culpa! Que fracasso! Ensina-me como sendo parte de teu povo e desafia-me a dar passos no meu trabalho, nos meus relacionamentos, nas minhas responsabilidades e nas atitudes do meu coração, com a marca da ação do teu Espírito em mim. Senhor, oro por isso, para que eu possa provar constantemente da atuação do teu Espírito em minha vida. Em nome de Jesus, amém.

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