quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Ciúmes na Família !!!

Texto: I corintios 13:1-7
INTRODUÇÃO
Já dizia uma velha canção: “Se há ciúmes é porque existe amor… tanto ciúme também pode causar dor”. Até onde isso é verdade? Muitas vezes torna-se difícil distinguir o ciúme do zelo cuidadoso.
Ciúme, como define o dicionário, é zelo doentio e excessivo por alguém ou alguma coisa. Mas, e a falta de ciúme pode revelar descuido, falta de interesse, falta de amor e de preocupação com alguém?
A família não está livre do ciúme. Ele existe entre os cônjuges, os pais têm ciúmes dos filhos e vice-versa e os irmãos sentem ciúmes entre si. Todos temos uma ponta de ciúme brotando em nossos relacionamentos familiares.
Entre muitos fatores de destruição da família, está o ciúme. Por não saber lidar com este sentimento e desconhecer que ele, em grau acentuado, é um pecado, obra da carne, e muitos lares estão sendo desfeitos e tragédias têm acontecido nas famílias.
O ciúme quando não é exagerado e doentio ajuda a temperar o amor. Por um lado, é bom saber que alguém tem ciúmes de nós; no entanto, quando não é bem direcionado, pode se tornar num problema gravíssimo para o lar, gerando até mesmo crimes passionais.
LIÇÕES PRÁTICAS
1. O CIÚME É UM SENTIMENTO QUE DESESTRUTURA O RELACIONAMENTO FAMILIAR
Muitas famílias estão desmoronando porque o ciúme tem minado o relacionamento familiar, abrindo brechas irreparáveis na vida de muitos casais e entre irmãos.
O ciúme gera a inveja, que por sua vez gera a morte. A história bíblica registra o primeiro homicídio, que foi causado pela inveja. Caim, enciumado porque Deus aceitou a oferta de seu irmão e rejeitou a sua, ficou amargurado e matou Abel (Gn 4.1 -8). Raquel, que não podia dar filhos a Jacó, teve ciúmes de sua irmã Lia, e o relacionamento familiar sofreu sérios abalos (Gn 30.1-26). Os irmãos de José, que lhe tinham ciúmes, o venderam como escravo (Gn 37.11). Estes são alguns exemplos bíblicos que revelam como o ciúme pode provocar tragédias na família. Vez por outra, tomamos conhecimento de acontecimentos trágicos em família, que tiveram como causa o ciúme exagerado.
Medo, insegurança, desconfiança, perseguição, falta de domínio próprio, brigas, into­lerância, etc, são provocados pelo excesso de ciúmes. Quando a família vai sendo alimen­tada com estas atitudes, o relacionamento vai se tornando cada vez mais difícil e o lar vai se desestruturando.
Quando o apóstolo Paulo declara que “o amor não arde em ciúmes ” (I Co 13.4) é possível ver nesta declaração que há ciúme natural, dosado, zeloso, espontâneo e que é realmente resultado de um amor sincero que se preocupa com o bem-estar do outro. Porém, “arder” em ciúmes é algo perigoso, incontrolável e seriamente gerador de confusões e atri­tos na família.
2. O CIÚME É UM SENTIMENTO QUE ELIMINA O AMOR NO RELACIONAMENTO FAMILIAR.
Pela maneira como o amor é descrito em I Coríntios 13, percebe-se que aquele que ama está preocupado com o outro, e não apenas consigo mesmo. O amor é um sentimento madu­ro que traz segurança e equilíbrio para a família; já o ciúme é uma paixão doentia que sufoca o amor e pode ser, muitas vezes, um ódio disfarçado. O ciúme é falta de confiança no outro e em si mesmo.
Em I João 4.18 lemos: “No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo”. Esta afirmação do apóstolo João poderia muito bem ser parafraseada e lida da seguinte maneira: “No ciúme não existe amor; antes, o doentio ciúme lança fora o amor”.
Não são poucos os casamentos que desmoronam por causa dos ciúmes. Muitos casais que “ardem” em ciúmes pensam que esse sentimento é resultado de amor ao cônjuge, mas, na verdade, é amor a si mesmo, egoísta e possessivo, que não deixa o outro respirar livre­mente.
Descrevendo a força do amor, o escritor de Cantares declara: “…porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme…” (Ct 8.6).
Por outro lado , no entanto, a falta de amor leva ao descuido e ao abandono do outro. -”Você pode fazer o que quiser que eu não estou nem aí!” Esta frase tem sido comum em muitos casamentos. São casais que não se importam e nem se preocupam com aquilo que o outro faz ou deixa de fazer. Isso é falta de amor.
Esse sentimento (ciúme) equilibrado, sério, pode evitar muitas dificuldades e ajudar o casal e o lar a cultivarem o verdadeiro amor.
3. O CIÚME É UM SENTIMENTO QUE PRECISA SER CORRIGIDO NO RELACIONAMENTO FAMILIAR.
Se o ciúme exagerado é um sentimento que desestrutura a família e elimina o amor, é preciso corrigi-lo e vencê-lo. Este tipo de ciúme é uma doença que se vai alastrando e pode tornar-se incontrolável. O que fazer, então, para corrigir este sentimento? O que segue abaixo são apenas princípios, e não regras, que podem ajudar na solução do problema.
 Verifique se o ciúme têm fundamento. Muitas cenas de ciúme não têm qualquer fundamento. Resultam de uma mente negativa e que apenas enxerga o que é mau. Se hou­ver fundamento, estude um modo cristão, através do diálogo, para resolver o problema. Não é com cenas de violência física e verbal que se chega a um entendimento.
 Vença o complexo de inferioridade. Muitas vezes o ciúme é gerado por causa desse complexo. A pessoa se sente tão inferior que perde a confiança em si mesma. Seja você mesmo e acredite no seu potencial.
 Desenvolva um sentimento de confiança no outro. Muitas vezes nos acostumamos a desconfiar dos outros e todo gesto ou atitude é motivo para enciumar-se.
 Compreenda o temperamento do outro. Os temperamentos são diferentes e nunca conseguiremos que os outros sejam iguais a nós. É preciso compreender que dentro de casa os membros da família têm temperamentos diferentes.
 Seja altruísta. Isto é, pense mais em dar do que receber. Não se deixe dominar pelo egoísmo.
 Saiba distinguir o ciúme natural do ciúme doentio. É preciso perceber até onde o ciúme está sendo construtivo ou destrutivo. Muitas vezes ele extrapola os limites da tole­rância.
 Peça ajuda a Deus. Coloque diante de Deus o seu problema. Muitas vezes o ciúme é gerado por causas desconhecidas e traumáticas. Deus irá ajudá-lo a superar esse ciúme destrutivo. “Deus é amor… o amor lança fora o medo” (I Jo 4.7-21).
DISCUSSÃO
1. Alguém já disse que, “exigir do amor que não tenha ciúme, é pedir à luz que não deite sombra”. Você concorda com esta afirmação? Por quê? 2. Quais as características de um ciúme doentio?   3. Como conviver com uma situação onde o outro é extremamente ciumento?