terça-feira, 21 de agosto de 2012

Evangelismo Bíblico na prática (modelo de abordagem pessoal)



Evangelismo e Ministério no Ensino de Jesus-(Mateus-9.35a10)

Introdução:

1. EVANGELISMO E O MINISTÉRIO PASTORAL

1. O objetivo do ministério pastoral
1. No ensino e ministério de Cristo
Mateus 4:17-22
Mateus 9:35-10:5

2.        Explicações Preliminares
 
Na aula anterior estudamos juntos sobre o início do ministério de Jesus.  Analisamos o texto de Mateus 4:17-22 à luz da soberania de Cristo, chamada dos Seus discípulos, e a expansão do Seu Reino.  Em outras palavras, vimos que o objetivo do ministério é glorificar a Deus (1 Coríntios 10:31) pela pregação (exposição, ensino) e vivência fiel das Escrituras Sagradas através das quais o povo de Deus será edificado (Efésios 4) e os perdidos alcançados (Lucas 15; 1 Timóteo 2:15).
 
Nesta terceira aula continuaremos focalizando nossa atenção no ministério de Cristo e Seu ensino.  Estudaremos sobre evangelização e ministério no contexto dos dois grupos distintamente mencionados no texto da nossa lição de hoje: as multidões e os discípulos.
 
A semelhança entre Mateus 4 e Mateus 9 jaz no resumo apresentado pelo evangelista com respeito ao ministério público de Jesus.  Compare agora Mateus 4:23-25 com Mateus 9:35-36.
 
Mateus 4:23-25 “Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo.  E a sua fama correu por toda a Síria; trouxeram-lhe, então, todos os doentes, acometidos de várias enfermidades e tormentos; endemoninhados, lunáticos e paralíticos.  E ele os curou.  E da Galiléia, Decápolis, Jerusalém e dalém do Jordão numerosas multidões o seguiam.”
Mateus 9:35-36 “E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades.  Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor.”
 
Ambas as passagens descrevem os lugares onde Jesus ministrava (cidades, povoados, centros urbanos, semi-urbanos, e rurais), aqueles a quem Ele ministrava (povo, as multidões), e aqueles que ministravam juntamente com Ele (os discípulos)–a pessoa do Senhor, as ovelhas do Senhor, e os perdidos.
 
3.           Exposição do Texto Sagrado
 
“Percorria Jesus toda a Galiléia” (Mateus 9:35).
 
Jesus percorria “todas as cidades e povoados,” tanto centros urbanos como semi-urbanos e rurais.  O primeiro princípio: Jesus sempre esteve ativamente comprometido e envolvido com o trabalho do Pai.  Como já vimos na aula passada a vontade do Pai era a comida diária do Filho.  O ponto saliente aqui é o fato de que o Senhor estava ativamente, não passivamente, engajado no trabalho do Pai.  “É necessário que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.  Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo” (João 9: 4-5).  “Percorria Jesus toda a Galiléia” é uma outra maneira de mostrar para nós que o Senhor “estava constantemente engajado na realização do Seu trabalho, isto é, na proclamação da doutrina da salvação” (Calvino).
 
Onde quer que vamos, onde quer que estejamos, somos chamados, equipados, e enviados como servos através dos quais outros vão vir a crer, “e isto conforme o Senhor concedeu a cada um” (1 Coríntios 3:5).  Não há “aposentados” na seara do Senhor.  Não há “férias” para os peregrinos do Senhor.  Não existem espectadores; somente trabalhadores na seara do Mestre.  Aliás, crente preguiçoso, crente inativo é uma contradição de termos.
 
“E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando..., pregando..., e curando” (Mateus 9:35).
 
O segundo princípio que percebemos pelo uso dos verbos ensinar, pregar, e curar no particípio presente é que Jesus usou e aproveitou todas as oportunidades e situações para proclamar o evangelho do reino de Deus (do Seu domínio, poder, e senhorio).
 
Jesus participou de festas sociais (casamento e banquetes) e das festas religiosas judaicas (Páscoa, Tabernáculo, e Dedicação do Templo).  Êle usou barcos, casas, montes, praias, lugares religiosos, e até cemitérios.  Em outras palavras, esteve presente e aproveitou ocasiões festivas e de júbilo, bem como ocasiões fúnebres onde tristeza e dor se faziam presentes.  Mas Ele usou todos estes lugares diferentes e situações antagônicas para anunciar a boa de salvação aos perdidos e para edificar os Seus discípulos.
 
Leia agora alguns dos textos bíblicos onde algumas destas ocasiões são mencionadas e observe como Jesus usou estas oportunidades, como se comportou, o que falou, e o resultado.

Casamento–João 2:1-11
Festa da Páscoa–João 2:13-3:2; 4:43-45; 5:1
Festa do Tabernáculo–João 7:2-44
Festa da Dedicação do Templo–João 10:22-42
Ocasiões fúnebres–João 11:1-46
 
“Ensinando nas sinagogas.”  O que Jesus ensinava?  O evangelho do Reino.  Jesus aproveitou lugares formais para pregar o evangelho e a sinagoga foi um dos lugares favoritos de Jesus.  “Então, Jesus, no poder do Espírito, regressou para a Galiléia, e a sua fama correu por toda a circunvizinhança.  E ensinava nas sinagogas, sendo glorificado por todos.  Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler” (Lucas 4:14-16).  Quando interrogado pelo sumo sacerdote Anás, Jesus declarou: “Eu tenho falado francamente ao mundo; ensinei continuamente tanto nas sinagogas como no templo, onde todos os judeus se reúnem, e nada disse em oculto” (João 18:20).  Meu amado irmão, quais oportunidades formais você tem encontrado ou ativamente procurado para compartilhar a verdade do Senhor Jesus?
 
“Pregando o evangelho do Reino.”  O que Jesus pregava?  O evangelho do Reino (estudaremos o assunto do reino noutra lição).  Onde Jesus pregava o evangelho do reino?  Em todos os lugares onde ia, em todas oportunidades que tinha.
Para quem Jesus pregava o evangelho do reino?  Tanto para os Seus discípulos como para os perdidos.  Para as multidões, para grupos menores, bem como para indivíduos.  Para os discípulos Jesus ensinava sobre os mistérios do Reino.  “Então, se aproximaram os discípulos e lhe perguntaram: Por que lhes [às multidões] falas por parábolas?  Ao que respondeu: Porque a vós [igreja] outros é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas àqueles não lhes é isso concedido” (Mateus 13:10-11). Para os perdidos Jesus pregava:  “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mateus 4:17).  “É necessário que eu anuncie o evangelho do reino de Deus também às outras cidades, pois para isso é que fui enviado.  E pregava nas sinagogas da Judéia” (Lucas 4:43-44).
 
Quantos ouvintes Jesus precisa ter afim de pregar o evangelho do reino? [1]  Pelo menos uma pessoa.  Jesus pregou para indivíduos sim: Nicodemus (João 3), a mulher samaritana (João 4), a mulher adúltera (João 8), o cego de nascença (João 9:35-38).
 
Você já estudou sobre a história da plantação da igreja em Antioquia?  Tudo começou no contexto da primeira perseguição à igreja em Jerusalém.  Em Atos 8:1 lemos: “Naquele dia, levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém; e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e Samaria.”  O que os crentes dispersos faziam?  “Os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra” (Atos 8:4).  O que isto tem a ver com a plantação da igreja em Antioquia?  Continuemos a leitura em Atos 11:19-21: “Então, os que foram dispersos por causa da tribulação que sobreveio a Estevão se espalharam até a Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando [lalou=ntej laluntés de lale/w falar] a ninguém a palavra, senão somente aos judeus.  Alguns deles, porém, que era de Chipre e de Cirene e que foram até Antioquia, falavam [e)la/loun elalun de lale/w] também aos gregos, anunciando-lhes o evangelho [eu)aggelizo/menoi euangelizómenoi] do Senhor Jesus.  A mão do Senhor estava com eles, e muitos, crendo, se converteram ao Senhor.”
 
Quando foi a última vez que você “pregou” o evangelho para alguém?  Um dos pecados por omissão mais comuns e constantes em nossas vidas é o nosso silêncio covarde quando se trata de testemunhar sobre o Senhor Jesus Cristo diante dos outros.  “Aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação” (1 Coríntios 1:21).  Será que o apóstolo Paulo oraria por você e por sua igreja da mesma maneira como orou pelos irmãos em Roma?  “Primeiramente, dou graças a meu Deus, mediante Jesus Cristo, no tocante a todos vós, porque, em todo o mundo, é proclamada a vossa fé” (Romanos 1:8).
“Curando toda sorte de doenças e enfermidades.”  O que as curas realizadas por Jesus tinham a ver com a pregação do evangelho do reino?  Usaremos um pouco mais de espaço desta lição na análise deste aspecto do ministério soteriológico do Senhor Jesus devido à confusão que tem havido no meio evangélico nestes últimos vinte e cinco anos.  Muitos líderes têm se utilizado desta afirmação “curando toda sorte de doenças,” e desenvolvido uma teologia de sinais e maravilhas que não tem nada a ver com a teologia da salvação, nem com a Cristologia das Escrituras. [2]
 
As curas realizadas pelo Senhor Jesus Cristo no contexto da história da redenção tinham o objetivo último de atestarem a Sua presença, o Seu poder, como sinais visíveis de que Êle era o Messias.  João chama os milagres realizados por Jesus como “sinais” do reino.  E todas as curas do Senhor Jesus tinham como objetivo último a exaltação da Sua pessoa, do Seu ministério, e a salvação de todos aqueles que cressem nÊle.  Façamos uma excursão no evangelho de João:
 
João 2:11  “Com este, deu Jesus princípio a seus sinais [transformação da água em vinho] em Caná da Galiléia; manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele.”  Preste atenção às expressões princípio, sinais, glória, discípulos, e creram.
 
João 2:23-24 “Estando ele em Jerusalém, durante a Festa da Páscoa, muitos, vendo os sinais que ele fazia, creram no seu nome; mas o próprio Jesus não se confiava a eles, porque os conhecia a todos.”
 
João 3:2 “Rabi, sabemos que és Mestre vindo da parte de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele.” Nicodemus ainda não havia entendido o propósito último dos sinais (cf. João 20:30-31).
João 6:1-2, 14, 26 “Depois destas coisas, atravessou Jesus o mar da Galiléia, que é o de Tiberíades.  Seguia-o numerosa multidão, porque tinham visto os sinais que ele fazia na cura dos enfermos... Vendo, pois, os homens o sinal que Jesus fizera, disseram: Este é, verdadeiramente, o profeta que devia vir ao mundo...Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: vós me procurais, não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos fartastes.”  A multidão procurava pão, Jesus era o pão da vida.  A multidão não entendeu o propósito dos milagres de Jesus.  Jesus não veio a este mundo para suprir a nossa necessidade de comida, nem de saúde, mas para nos dá vida e vida em abundância.  Os sinais eram meios usados por Jesus para crermos nÊle e termos vida eterna.  Leiam, também, João 6:29-69.
 
João 7:31 “...muitos de entre a multidão creram nele e diziam: Quando vier o Cristo [o Messias], fará, porventura, maiores sinais do que este homem tem feito?”
 
João 9:16 “...alguns dos fariseus diziam: Este homem não é de Deus, porque não guarda o sábado.  Diziam outros: Como pode um homem pecador fazer tamanhos sinais?  E houve dissensão entre eles.”
 
João 10:41-42 “E iam muitos ter com ele e diziam: Realmente, João não fez nenhum sinal, porém tudo quanto disse a respeito deste era verdade.  E muitos ali creram nele.”  Quando João Batista estava preso enviou alguns dos seus discípulos para perguntar a Jesus se Ele era “aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?” (Lucas 7:19).  Como Jesus respondeu esta pergunta de João Batista?  “Naquela mesma hora, curou Jesus muitos de moléstias, e de flagelos, e de espíritos malignos; e deu vista a muitos cegos.” (Lucas 7:21).  Afim de que João Batista e os seus seguidores ficassem convencidos Ele era o Messias que haveria de vir, Aquele que João Batista havia anunciado, Jesus realizou sinais na presença dos discípulos de João e enviou a seguinte mensagem: “Ide e anunciai a João o que vistes e ouvistes: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres, anuncia-se-lhes o evangelho.  E bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço” (Lucas 7:22-23).  Em outras palavras, Bem-aventurado aquele que crê que Eu Sou o Messias; Meus sinais atestam isto.
 
João 11:47-48 “Então, os principais sacerdotes e os fariseus convocaram o Sinédrio; e disseram: Que estamos fazendo, uma vez que este homem opera muitos sinais?  Se o deixarmos assim, todos crerão nele.”  Até os inimigos de Jesus viram a relação existente entre os sinais e a crença em Jesus.
 
João 12:37-38 “E, embora tivesse feito tantos sinais na sua presença, não creram nele, para se cumprir a palavra do profeta Isaías, que diz: Senhor, quem creu em nossa pregação?  E a quem foi revelado o braço do Senhor?”
João 20:30-31 “Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro.  Estes, porém, foram registrados para que creias que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.”
 
“Vendo ele as multidões” (Mateus 9:36).
 
O terceiro princípio bíblico para ser salientado aqui com relação ao ministério é o fato de como vemos aqueles que nos cercam, como vemos as multidões.  Ministério tem a ver com a glória do Pai, a edificação da igreja, e a salvação dos perdidos.  Jesus viu as multidões “como ovelhas que não têm pastor” (Mateus 9:36).
 
Jesus viu as multidões não como um atleta, político, homem de negócios, nem mesmo como alguns adeptos do movimento do  “crescimento da igreja” vêem.  Um atleta pode ver as multidões como grupo de torcedores e fãs.  Um político olha para as multidões como eleitores.  Homens de negócio como consumidores.  E muitos do movimento do “crescimento da igreja” vêem as “massas” como números estatísticos a serem contados.  Não sou contra a igreja crescer, mas tenho muitas reservas teológicas, exegéticas, e estratégicas com relação ao “movimento do crescimento da igreja.” [3]  Alias quando Jesus se refere a contagem de ovelhas em Lucas 15, ele mostrou que o pastor conta não para saber quantas ovelhas existem no curral, mas para ressaltar o ministério do pastor de alcançar as ovelhas perdidas.
 
Jesus viu pessoas aflitas e exaustas e compadeceu-se delas.  Aflitas, ameaçadas, cansadas, sobrecarregadas pelo pecado.  A figura aqui é de ovelhas no meio de lobos vorazes e sem um pastor a vista.  Jesus é o bom pastor (João 10).  Somente Jesus poderia trazer descanso e alívio.  “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.  Tomais sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma” (Mateus 11:28-29).
Não somente aflitas, mas exaustas.  A palavra grega usada aqui é e) rrimme/noi erimenoi de ri/ptw riptou.  Uma maneira de descrever a situação é pensarmos num grupo de pessoas que estão inaptas de fazerem algo por si mesmas.  Um exemplo disto é a referência de Mateus 11:30.  A multidão trouxe coxos, aleijados, cegos, mudos e outros muitos e os “largaram junto aos pés de Jesus.”  Foram trazidos e largados porque não podiam ajudar-se a si mesmas.  Esta é a descrição para exaustas em Mateus 9:36.  Jesus conhece o interior de cada um de nós.  Ó se conhecêssemos a realidade interior na qual as pessoas sem Cristo vivem!
 
Aflitas e exaustas, ovelhas sem pastor, é a descrição de cada pessoa sem o Senhor Jesus Cristo.  Jesus não estava vendo números.  O que faz o ministério desafiador não é o número de pessoas a quem precisamos ministrar, mas o fato de sabermos que cada uma destas pessoas trazem dentro e ao redor de si mesmas toneladas de problemas, desespero, devido a separação delas de Deus e somente Jesus pode ajudar.
 
“E, então se dirigiu a seus discípulos” (Mateus 9:37)
 
O quarto princípio que gostaria de ressaltar aqui é que o desafio da evangelização, de alcançar os pecadores foi feito pelo Senhor da Igreja à Sua Igreja.  Nenhuma comunidade, organização, ou partido político recebeu este privilégio, poder, e responsabilidade, mas a Igreja do Senhor.
 
Vejamos alguns pontos a serem considerados pelos discípulos (a Igreja) do Senhor.
 
Primeiro, “a seara é grande” (Mateus 9:37a).  “Erguei os olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa” (João 4:35).  Em outras palavras, Deus tem trabalho para cada membro da sua igreja.  Há trabalho suficiente para cada um de nós.  A seara é grande, também, no sentido de que cada pessoa a quem ministramos traz em si mesmo uma carga de problemas e escravidão tremendas (Lembra-se de O Peregrino de João Bunyan?).
Segundo, “"Os trabalhadores são poucos" (9:37c)--não somente em termos de números, mas também e principalmente em termos da necessidade de contarmos com cada membro em particular, com os seus diferentes tipos de ministérios e dons necessários para alcançar os perdidos e edificar a Sua Igreja. [4]  No corpo de Cristo há diversos dons, diversidade nos serviços, e diversidade nas realizações, mas “a manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso” (1 Coríntios 12:7).  Em outras palavras, há serviço para cada membro do corpo de Cristo.  Cada crente foi chamado, equipado, e enviado pelo Senhor da seara como testemunhas Suas (Atos 1:8).
 
Terceiro, “Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para sua seara" (9:38).  A seara é do Senhor.  Cuidado com o evangelismo deísta rampante em nossos dias.  O tipo de evangelismo que dá a impressão que o Senhor Jesus deu um trabalho para Sua igreja e até hoje está esperando que ela termine para que Ele possa voltar.  Nunca esqueçamos que a seara é dEle e que o controle sobre a seara e sobre os semeadores é, também, dEle.  É Ele quem envia os obreiros para onde Ele quer, no tempo que Ele quer, do modo como Ele quiser.  Somos apenas servos por meio de quem outros vão crer (1 Coríntios 3:5).
 
Quarto, “Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para sua seara” (Mateus 9:38).  Comecem orando por mais trabalhadores além de vocês.  Comecemos clamando por mais obreiros para serem enviados, não somente ao "estrangeiro" mas ao mundo em geral; não somente aos centros urbanos, mas, também, às zonas semi-urbanas e rurais.
 
Lembremo-nos, entretanto, que ao pedir e orar por mais obreiros nós não estamos pedindo substitutos para nós.  Nós somos trabalhadores também.  Nós não oramos por mais obreiros afim de escusarmos a nós mesmos da obra.  Observem a relação entre a ordem do Senhor Jesus “Rogai, pois, ao Senhor da seara” e o chamado e envio dos doze.  “Tendo chamado os seus doze discípulos, deu-lhes autoridade.... A estes doze enviou Jesus” (Mateus 10:1 e 5).  Lembremo-nos, portanto, que são os trabalhadores, aqueles que estão ativamente engajados na obra do Senhor, que rogam ao Senhor da seara por mais obreiros.  Mateus 10:1, 5a.  Quem não é um missionário é um campo de missão.
 
4. Oração

Use o espaço a seguir e escreva a sua oração.

Minha oração:

. Tarefas do dia

Releia cuidadosamente Mateus 9:35-10:5.

Como você aplicaria os ensinos desta passagem no contexto do seu projeto “evangelístico?”  Mostre, pelo menos, quatro maneiras como você aplicará este estudo no contexto do seu projeto “evangelístico.”

Ministério de Evangelização Cristã
Pr. Valni Borges
Um ministério levanda a palavra de Deus a todas as nações.